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A Confraria do Velhote por Gil Neves
 

O Jornal de Notícias deu a conhecer em devido tempo, através dum seu artigo publicado, a criação da Confraria do Velhote, em Valadares.



Fiquei bastante surpreendido com a sua leitura, porquanto esse artigo continha algumas inverdades, e também por eu e minha irmã Maria Rosa, os descendentes ainda vivos e mais próximos dos pioneiros do fabrico dos “Velhotes da Braguesa”, não termos sido ouvidos para se obterem informações detalhadas sobre este pão meio açucarado que se tornou em
doce tradicional de Valadares.
Mas, olhando para o lado positivo que foi a Instituição da Confraria, senti-me feliz e honrado pela escolha do produto adoptado para o efeito (*Velhotes*), que nasceu de uma ideia trazida pelo meu avô João Gonçalves de Sousa, natural de Angeja – Albergaria-a-Velha, e da
designação de (*Braguesa*), da minha avó Maria Francisca da Silva, oriunda de Braga.
O outro ponto, o lado menos positivo do meu sentimento, foi ultrapassado tempo mais tarde com a resolução que os dirigentes da Confraria tiveram ao me convidarem para a primeira das suas ceias habituais, na última sexta-feira de cada mês, integrando um elemento estranho à congregação nesses convívios. E mais tarde ainda foi a minha entronização, como Confrade Honorário, ocorrida por ocasião do I Capítulo da Confraria Gastronómica do Velhote, no dia 2 de Julho de 2005.
O II Capítulo da Confraria Gastronómica do Velhote, com a Entronização de Confreiras e de novos Confrades (Efectivos e Honorários), realiza-se no dia 21 de Outubro de 2006.
Como convidado que fui, na qualidade de Confrade Honorário, far-me-ei representar em todas as cerimónias programadas deste acto.

Notas:

1 - É totalmente desconhecida a razão por que os meus avós paternos deram a este pão doce a denominação de “Velhotes”.

2 - A supressão da inicial designação “da Braguesa” foi solicitada pela minha irmã Maria Rosa, sem o meu conhecimento prévio, e ela se deve, sobretudo, ao desvio da qualidade que este pão doce tradicional de Valadares tinha quando fabricado pelos nossos antecedentes familiares.

G.N.

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