 Confraria do Velhote já tem dez anos e acolhe novos confrades
O décimo aniversário da Confraria do Velhote foi festejado no Restaurante TROMBA RIJA, de Marrazes, no dia 29 de Março de 2008.
Pode dizer-se que a Confraria do Velhote ali “nasceu”, ao ter escolhido no ano de 1999, este restaurante para ali celebrar condignamente o primeiro ano de vida.
Na altura fizeram-se acompanhar de Olga Cardoso, Nelo Silva e Cristiana, que foram os padrinhos da Confraria que dava os seus primeiros passos tímidos.
A presença da Confraria no TROMBA RIJA deixou marcas, e a comprová-lo o quadro e as fotografias, que numa das paredes do restaurante se encontram afixados.
Passados nove anos, ali voltaram.
Desta vez, porém, para assinalar a nova passagem da Confraria e a data do seu décimo aniversário, foi oferecido um trabalho executado em conchas do mar por um dos seus Confrades de Honra, trabalho esse alusivo ao restaurante TROMBA RIJA acompanhado de duas quadras de poesia rimadas a condizer, cujo texto se reproduz:.
Com apreço e simpatia Também servem coisas moles
Tromba Rija recebeu Na Casa do Tromba Rija
Do Velhote – a Confraria E para que te consoles
Que em Valadares nasceu. O que escorre da botija.
Feito este intróito, passo a redigir a reportagem com os pormenores a que me habituei em casos semelhantes em que tenho participado.
Para este encontro de aniversário a Chancelaria distribuiu a todos os seus Confrades Efectivos e Honorários, por meio de circular, o convite para que os interessados, querendo, fizessem a sua inscrição atempadamente.
A inscrição teve um número bastante significativo de convivas, incluindo dois confrades de honra, Bernardino Ribeiro e Gil Neves e ainda Manuel Castelo Branco, em representação de seu irmão, José Castelo Branco também ele confrade de honra.
A carrinha gentilmente cedida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, lotada com 29 passageiros, iniciou a viagem partindo do parque de estacionamento da Fábrica Cerâmica de Valadares, cedido pela Administração da Empresa para esse efeito.
No decorrer do percurso, ao contrário do que é habitual nestas digressões, não houve qualquer paragem em áreas de serviço, possibilitando assim um maior espaço de tempo para a visita que foi feita ao Santuário de Fátima e que estava prevista no programa desta deslocação a Marrazes.
A chegada ali ainda proporcionou a nossa presença na cerimónia da Missa que estava a ser celebrada na nova Igreja da Santissima Trindade.
Aproveitou-se depois o ensejo para se fazer uma mais detalhada observação desta sua majestosa e bem delineada construção arquitectónica, incluindo a parte do subsolo reservada a outros fins religiosos, e a visita finalizou-se com a feitura fotográfica da nossa comitiva, para recordação futura.
Num parque de estacionamento, já em Marrazes, perto do restaurante no qual nos foi servido o repasto, a comitiva apeou-se para envergar o seu traje de Confrade, dirigindo-se depois em formatura para a entrada do TROMBA RIJA onde nos aguardavam os seus proprietários Fernando Real e sua esposa Elisabete Real, ele trajado com as vestes doutra Confraria de que faz parte, e mais uma fotografia, de conjunto, ali se fez para mais tarde recordar.
Já dentro do restaurante fomos recebidos “com entradas” de saborosas morcelas, pão de trigo e espumante, ao mesmo tempo que eram depositadas ali as nossas lembranças de Valadares levadas (incluindo as seis pasadas de velhotes que o Arnadldo, da Padaria Os Velhotes, teve a amabilidade de oferecer) e que, na devida altura, seriam distribuídas aos seus destinatários.
O restaurante já era por mim conhecido quando num dos anos 70 por lá passei na companhia de meus familiares, mas tenho de confessar que, além do bom serviço, já não me recordava dalguns dos seus pormenores, tais como as suas paredes interiores construídas de pedras de basalto não rebocadas, e o seu próprio símbolo – o porquinho estampado na frontaria da casa.
Os convivas sentaram-se em redor de várias mesas redondas, e o serviço foi feito em regime de “buffet”, isto é, os comensais, eles próprios” tiveram de trazer para as suas mesas os petiscos mais a seu gosto que se encontravam em grande número (cerca duma centena) dispostos, ao lado, numa outra alongada mesa.
As muitas variedades de sobremesa (doces, queijos e frutas) encontravam-se da mesma forma ao dispor de quem delas se quisesse servir, e só as bebidas eram trazidas para as mesas quando solicitadas às gentis meninas em serviço ou quando por elas era notada a necessidade de se suprir a sua falta, o mesmo sucedendo com o café que finalizou o repasto, por elas igualmente servido.
E finalizado o repasto, que julgo ter merecido inteira satisfação dos nossos Confrades, teve lugar a dissertação feita pelo Chanceler da Confraria, com pormenores sobre a primeira visita a este restaurante, em 1999, e também sobre diversos eventos relacionados com Confrarias congéneres (gastronómicas ou não gastronómicas), referências amistosas dirigidas à Câmara de Gaia e à Fábrica Cerâmica de Valadares, não deixando de realçar, de igual modo, a simpatia e apreço que os proprietários desta casa têm vindo a dar à Confraria Gastronómica do Velhote.
Sucederam-se outras intervenções oratórias, incluída a do Grão-Mestre da Confraria, e o Senhor Fernando Real, proprietário do restaurante, também usou da palavra para, muito sensibilizado, agradecer a escolha para ali ser realizada a cerimónia do 10º. Aniversário da nossa Confraria, fazendo votos para que o próximo 20º. Aniversário volte a ser lá igualmente festejado.
Findos os discursos, procedeu-se à entrega de lembranças.
Ao restaurante TROMBA RIJA foi oferecida uma peça de porcelana com a dedicatória feita com letras douradas alusiva a este acto cerimonioso.
Peça idêntica, destinava-se a Fernando Mendes, apresentador do programa televisivo PREÇO CERTO, mas não foi entregue pessoalmente por motivo da impossibilidade de estar presente, por razões profissionais. A referida peça chegar-lhe-á às suas mãos oportunamente.
A todos os Confrades foram oferecidas duas peças, também de porcelana, - um pires e uma chávena – nas quais a data de 5 de Julho de 2008 está impressa, ou seja a data correspondente à realização do IV Capítulo da Confraria.
Da minha parte, voltando às lembranças, tive a satisfação de doar um trabalho artesanal com a designação de “T. RIJA” que, por certo, fará companhia aos objectos já citados que recordam a passagem da nossa Confraria por este excelente santuário da gastronomia e aproveitando o ensejo fiz igualmente a oferta doutra peça ao Chanceler da Confraria Gastronómica do Velhote.
Na primeira peça a figura principal que simboliza o motivo do trabalho é um porquinho.
Como atrás disse, já não me recordava bem dos pormenores da minha primeira visita feita num dos anos 70. Contudo, apesar de a peça ter sido executada de cor, julgo que a imagem do porquinho resultou bem “colonada”, mesmo trabalhada com alguns fragmentos de caramujos!
Na peça que coube à Confraria do Velhote pretendeu-se representar a figura dum pasteleiro ao lado duma pasada de velhotes. As conchas e a imaginação não deram para mais!
A nossa Confraria teve também a gentileza de oferecer um ramo de flores a Elisabete Real, digníssima esposa do proprietário do restaurante, e este, por sua vez, ofereceu a cada um dos Confrades uma garrafa de vinho produzido de castas seleccionadas, de cultivo na sua propriedade.
Antes de ser considerada finda esta cerimónia de aniversário, foi posto em votação o ingresso dum novo confrade efectivo da Confraria, que mereceu unânime aceitação.
A realização deste acto festivo culminou de forma agradável e harmoniosa, na expectativa de que um novo encontro, a ocorrer ali mais dez anos adiante, tenha a igual qualidade com os mesmos e também com outros mais aderentes.
Mais um dia memorável para a Confraria Gastronómica do Velhote, que sem dúvida presta um relevante serviço à freguesia na divulgação do único emblema gastronómico, que a difere das outras freguesias gaienses.
* Gil Neves |