Na qualidade de Confrade Honorário da Confraria Gastronómica do Velhote fui convidado pelo seu Chanceler para, ...
juntamente com a minha esposa, me integrar no número de Confreiras efectivas da nossa Instituição e do seu próprio Chanceler que, no dia 9 de Setembro de 2007, se deslocaram a Vila Nova de Poiares para ali assistirem à Celebração do VI Grande Capítulo da Confraria da Chanfana. A minha esposa incorporou-se como simpatizante e aderente da Confraria.
A comitiva partiu do Largo da Igreja na manhã desse dia, pelas oito horas, numa carrinha com oito pessoas para mais adiante, próximo de Espinho, receber a “mascote” da nossa Confraria, e numa outra viatura seguiram mais duas Confreiras efectivas que se juntaram a nós já no local do destino, uma Vila moderna, bem delineada estruturalmente a condizer com a sua população anfitriã que, com muito apreço e simpatia, todos recebeu neste dia que estava também destinado aos seus festejos municipais com os respectivos arranjos e variadíssimas tendas de venda de objectos de artesanato e outros.
A representação da nossa Confraria neste Grande Capítulo foi composta, portanto, com dez elementos, e a ela se juntaram mais cerca de oitenta outras Confrarias de várias origens e especialidades.
A recepção dos representantes das Confrarias aderentes foi feita nas instalações de O Confrade onde se serviram bolos, petiscos vários e café ou café com leite.
Finda a hora da Missa na Igreja local, o conjunto dos Pifaradas, rufando os seus tambores, acompanhou os elementos das Confrarias com as suas bandeiras até um recinto circular, ao ar livre, donde partiram todos depois, em formação apeada, em direcção ao Auditório dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares, à porta do qual os esperava uma banda de música.
A cerimónia de abertura foi efectuada pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares com palavras alusivas a eventos menores do interior mas que ocorrem ali com uma grandeza de alma, sentindo-se orgulhoso e satisfeito, e também feliz por receber toda esta confraternização.
Em nome do Grande Juiz da Confraria da Chanfana falou depois a sua Presidente, na qualidade de Mordoma, que começou por dar as boas-vindas a todos, dizendo que a Confraria gastronómica, que tem como madrinha a congénere do Bacalhau, representa um acto cultural e, antes de mencionar os nomes dos Confrades Efectivos a entronizar, manifestou o seu agradecimento ao Senhor Presidente da Câmara, aos Bombeiros, ao Pavilhão de Santa Maria e a outras entidades dos quais, todos, têm sido recebidos carinhosos apoios, dizendo sentir-se orgulhosa e feliz.
Os novos Confrades Efectivos, depois de chamados ao palco, receberam os diplomas da sua entronização, e entoaram em conjunto o respectivo juramento que era ditado pelo Grande Juiz, para de seguida receberem dele o batimento da praxe com o bastão, e também a imposição da insígnia da Confraria.
Depois, em resposta à pergunta que lhes era feita “Do que quereis agora?, respondiam: - “Chanfana”, e, em satisfação de tal resposta, era lhes, então, oferecida uma mostra dessa carne confeccionada e uma pequena dose de vinho.
Entretanto houve um pequeno espaço musical para actuação de guitarra e viola, para depois passarem a ser chamados os Confrades de Honra a entronizar, e os seus nomes, seguidos das longas designações curriculares académicas, desportivas ou profissionais a eles pertencentes, eram proferidos pela citada Mordoma anunciante, e bastante ovacionados depois pela assistência quando subidos ao palco.
Procederam-se as particularidades idênticas às dos Confrades Efectivos, e quase a terminar escutou-se a entonação de um fado de Coimbra.
O Vice-Presidente da Confraria finalizou a cerimónia com o agradecimento a todos, e anunciou que os representantes de todas as Confrarias iriam ser chamados para lhes ser entregue uma lembrança de presença.
O almoço que estava anunciado realizou-se no amplo Pavilhão de Santa Maria, a dois quilómetros do centro da Vila, para ali ser degustada, principalmente, a ementa que deu nome à Confraria.(Chanfana, carne cozinhada com vinho tinto em caçarolas de barro preto).
Outros produtos, derivados da mesma proveniência caprina, como sendo, por exemplo, as pequenas trouxas atadas com fio recheadas de carne, arroz de bucho, e a acompanhar tudo isto, batatas e verduras cozidas.
O vinho era proveniente da Quinta do Cabriz (região do Dão) e tinha excelente qualidade
O repasto finalizou com o serviço de sobremesa (pastéis de nata, salada de fruta e arroz doce) e, para alguns, a indispensável bebida de café.
Uma nota de realce foi a entronização de João Alves, o “luvas pretas” como ficou conhecido enquanto jogador de futebol, e outra do conhecido cantor Roberto Real, em que ambos endereçaram mensagens de apreço para com a Confraria do Velhote. |